Dra. Carla Abreu
Pediatra
Pediatra
Nos primeiros meses, é comum surgir a dúvida entre o que faz parte da adaptação do bebê e o que merece avaliação mais próxima. O aleitamento materno continua sendo a base da nutrição e do vínculo, enquanto as cólicas costumam representar um período transitório de desconforto, e não necessariamente um problema grave.
Cólicas do lactente costumam aparecer nas primeiras semanas, com choro mais intenso em alguns horários, especialmente no fim do dia. Isso pode coexistir com ganho de peso adequado, mamadas eficientes e exame físico normal. O foco é observar contexto, padrão do choro, qualidade das mamadas e sinais de alerta, evitando interpretações precipitadas e mudanças desnecessárias na alimentação.
O termo descreve episódios de irritabilidade e choro em um bebê que, fora desses momentos, costuma se manter saudável, ativo e com desenvolvimento esperado. Em muitos casos, o intestino ainda está amadurecendo, o padrão de sono é irregular e a comunicação do bebê acontece principalmente pelo choro.
O leite materno continua sendo a melhor escolha para a maioria dos bebês. Nem todo choro após a mamada significa que o leite “não sustentou” ou que existe alergia. Antes de pensar em troca de fórmula, o ideal é revisar pega, posição, frequência das mamadas, esvaziamento adequado da mama e o ritmo do bebê durante a sucção.
Sempre que a família perceber algo fora do padrão, sentir insegurança diante da intensidade do choro ou notar qualquer sinal de alerta, a melhor decisão é pedir avaliação. Em pediatria, contexto e exame clínico fazem diferença. Uma conduta segura evita tanto atrasos no diagnóstico quanto intervenções desnecessárias.